quinta-feira, 21 de maio de 2015

Um balão no Grand Hotel

Nas festas juninas, soltar balões era uma das grandes diversões, numa época remota em que era mínimo o risco de incendiarem uma casa ou causarem sinistros em refinarias e outras instalações. Existiam competições para determinar o maior balão, o mais original, o que se elevava a maior altura, o que percorria maior distância etc. Nesta foto, a família paulistana Penteado soltando seu balão, num pátio do Grande Hotel de Guarujá, nos primeiros anos do século XX:

Capela de Santo Amaro

No interior da Fortaleza da Barra Grande de Santos, há uma capela construída em 1742, em homenagem a Santo Amaro - que deu nome à ilha hoje ocupada pelo município de Guarujá -, aqui vista em bico-de-pena do artista Lauro Ribeiro da Silva (Ribs):

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Fortaleza da Barra Grande

Situada na ilha de Santo Amaro (Guarujá), a Fortaleza da Barra Grande teve importante papel na defesa da Bahia de Santos na época das invasões piratas. Também chamada de Fortaleza de Santo Amaro ou São Miguel,  foi construída em 1584 na Ilha de Santo Amaro pelo almirante espanhol Diogo Flores Valdez, um ano após a invasão de Santos pelo pirata inglês Edward Fenton (em dezembro de 1583).
Embora não tenha conseguido evitar o ataque em 1591 pela frota do corsário inglês Thomas Cavendish (que saqueou a Vila de Santos e incendiou a de São Vicente), repeliu a tentativa do holandês Joris Van Spilbergen em 3 de fevereiro de 1615 e a do flibusteiro francês capitãoJean François Duclerc em agosto de 1710.
A última vez em que seus canhões foram utilizados foi em 20 de setembro de 1893, durante a Revolta da Armada, chefiada pelo almirante Custódio de Melo, quando seu cruzador República trocou fogo com a fortaleza, sendo repelido.
Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, aquartelou a Terceira Companhia do Batalhão de Engenharia de Santos, comandado pelo capitão-engenheiro Catulo Branco, funcionando como "posto angular", em apoio a outros pontos de defesa da Baía de Santos. Teve ocupação militar por mais duas décadas, passando em 1969 ao Patrimônio Histórico Nacional.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Carros de banho no Guarujá, 1897.

Guarujá ainda era distrito de Santos, quando esta foto foi tirada, em 1897 - época em que as famílias da alta sociedade paulista começaram a adotar uma solução original para se defenderem do sol em suas tardes de veraneio naquelas praias.
Elias Chaves importou dos Estados Unidos alguns chalés de madeira então considerados elegantes, que (conforme então divulgado) ofereciam o conforto de uma vivenda e ainda podiam levar os banhistas, sobre rodas, até a beira da água, evitando que eles se bronzeassem - o que, na época, era tido como antiestético e vulgar, além de envelhecer prematuramente as pessoas que se expunham ao sol...

Base Aérea de Santos (Bocaina), anos 1930.

No final da década de 1930, vista aérea da Base de Aviação Naval da Bocaina, observando-se o campo de pouso e decolagem de aeronaves na direção Leste-Oeste, e parte do antigo povoado da Bocaina, na margem do canal de acesso a Bertioga.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Porto de Santos desde o Forte Itapema

Esta rara imagem do porto de Santos, vista do forte do Itapema, foi cedida pelo bisneto do pintor Benedito Calixto, Gilberto Calixto Rios. Segundo explica, é "uma foto do porto de Santos, visto de Itapema. Esta foto (a que eu tenho é a original) foi tirada pelo meu próprio bisavô (B.Calixto), acredito que entre 1890 e 1910, na ocasião em que ele começou a pintar a série de quadros do porto de Santos. A presente foto foi uma das referências que ele usou":